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Internacional


Espanha prende mais cinco suspeitos de integrar rede de exploração sexual PDF Imprimir E-mail
Escrito por ABr   
Qua, 08 de Setembro de 2010 10:23

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Polícia Nacional e as autoridades do Alto Comissariado para a Imigração e Fronteiras da Espanha anunciou hoje (7) a prisão de mais cinco homens, alguns deles, por suspeita de crimes relacionados à prostituição. As prisões estão associadas às operações de desarticulação de uma rede prostituição que liga o Brasil e a Espanha. Há, entre as vítimas, um adolescente de 16 anos. Nos locais onde os garotos de programa atuavam foram encontradas crianças brasileiras.

As informações foram confirmadas pelo Ministério do Interior espanhol. O esquema foi desbaratado, no mês passado, com a identificação da rede que aliciava jovens brasileiros para fins sexuais nas cidades espanholas de Palma de Mallorca, Madri, Barcelona, Alicante e León. As investigações envolveram casas de prostituição, clubes e casas particulares, além de hotéis.

As investigações policiais identificaram como líder da organização um homem chamado Lucas. A nacionalidade dele não foi divulgada. Os investigadores descobriram ainda que as vítimas ficavam cerca de 21 dias em cada local e sempre disponíveis para os clientes por 24 horas. Em cada casa havia de oito a dez crianças, a maioria de origem brasileira.

Para atrair clientes, a rede colocou anúncios na seção de contatos de vários jornais e em páginas da internet, inclusive com fotografias de crianças e adolescentes. Nos sites havia anúncios informando sobre os locais e preços. No último dia 30, a Polícia Nacional da Espanha prendeu 14 pessoas. Segundo as investigações, os jovens eram atraídos para a Espanha com a promessa de emprego e salário elevado.

Ao desembarcarem na Espanha, os jovens eram obrigados a se prostituir para pagar dívidas, que chegavam a mais de 4 mil euros. A ordem era que atendessem em diferentes casas de encontro e ficassem à disposição para programas 24 horas por dia. As vítimas eram obrigadas também a pagar para os líderes do esquema metade do que recebiam dos programas, mais 200 euros para alojamento e refeições. Havia ainda ameaças constantes, inclusive, de morte.

 

Edição: Lílian Beraldo

 
México localiza sete suspeitos de participação no massacre de imigrantes e três são mortos PDF Imprimir E-mail
Escrito por ABr   
Qua, 08 de Setembro de 2010 10:20

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo do presidente do México, Felipe Calderón, anunciou a localização de sete suspeitos de participação no massacre de 72 imigrantes, na fronteira com os Estados Unidos, ocorrido há duas semanas e meia. Três suspeitos foram mortos e quatro são mantidos presos. O porta-voz da Presidência da República mexicana, Alejandro Poiré, confirmou ainda que três sobreviventes da chacina – um equatoriano, um hondurenho e um salvadorenho – contribuem para as investigações.

“Os ataques a imigrantes, perpetrados pelo crime organizado, requerem toda a atenção e o esforço dos Três Poderes do nosso país e de outros países onde se originam as redes de tráfico”, afirmou o porta-voz, em entrevista coletiva. “O governo do México reitera seu compromisso de combater estes crimes a partir de uma perspectiva holística, incluindo a prevenção, repressão e punição, além dos cuidados das vítimas”.

Poiré afirmou ainda que, do grupo, há suspeitos que pertencem aos cartéis de Los Zetas e El Golfo, que atuam no narcotráfico e no tráfico de pessoas na região fronteiriça entre os Estados Unidos e o México. “O Ministério Público vai continuar as investigações para apresentar os responsáveis à Justiça”, afirmou ele, referindo-se às apurações comandadas pela Procuradoria-Geral da República do México.

Há duas semanas e meia, um grupo de imigrantes, que seguia para os Estados Unidos, foi morto por criminosos em uma fazenda entre as cidades de Reynosa e San Fernando, no estado de Tamaulipas. No local foram encontrados corpos de homens e mulheres amordaçados, com pés e mãos amarrados, olhos vendados e colocados de costas para as paredes.

O equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que sobreviveu à chacina, contou às autoridades que o grupo de imigrantes se recusou a trabalhar para os criminosos e por isso foi morto. De acordo com Poiré, 27 corpos identificados foram repatriados, dos quais 16 para Honduras e 11 para El Salvador.

No caso do Brasil apenas o brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, teve o corpo identificado. Mas há a expectativa de identificação de outro brasileiro, Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, pois vários documentos dele foram localizados na fazenda onde estavam as vítimas do massacre.

Peritos da Polícia Federal do Brasil foram autorizados, pelas autoridades mexicanos, a trabalhar na identificação dos corpos. As dificuldades são geradas pelas más condições em que as vítimas foram encontradas – em adiantado estado de decomposição – e a demora no transporte do interior do México até a capital, a Cidade do México.

Edição: Antonio Arrais

 

 
Irã suspende sentença de morte por apedrejamento de viúva condenada por adultério PDF Imprimir E-mail
Escrito por ABr   
Qua, 08 de Setembro de 2010 10:17

Renata Giraldi e Paula Laboissere
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O Irã anunciou hoje (8) a revisão da sentença de morte por apedrejamento da viúva  Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, por
asssassinato e adultério. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Ramin Mehmanparast, disse que a sentença foi temporariamente suspensa para efeitos de revisão. A hipótese de pena de morte não está afastada e o apedrejamento pode ser substituído por enforcamento.

As informações são da rede estatal de televisão do Irã, PressTV.  “A sentença de condenação da Sra. Ashtiani por adultério foi interrompida e [seu] caso está sendo revisto. Mas a condenação por cumplicidade no assassinato está em andamento”, afirmou o porta-voz.

Como ontem (7), Mehmanparast condenou os que associam a pena imputada
a Sakineh à violação de direitos humanos. “A defesa de uma pessoa condenada
por assassinato não deve ser transformada em uma questão de direitos humanos”, disse Mehmanparast. Segundo ele, se for concedido tratamento relativo à violação de direitos humanos a casos como o da viúva, acusados de homicídio em vários países devem ser tratados de forma diferenciada também.

A condenação de Sakineh à morte por apedrejamento foi alvo de reações e críticas no mundo inteiro. Houve campanhas de presidentes da República e de organizações não governamentais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa da viúva e ofereceu o Brasil como destino para ela morar. A oferta de Lula foi recusada pelo governo do Irã.

Pela Justiça do país, a viúva é acusada de participação na morte do marido e de manter relações sexuais com dois homens. A acusação é rebatida por Sakineh e a família dela, mas as autoridades iranianas afirmam que eles mentem. Hoje, o porta-voz reiterou que o mundo deve “pensar no sentimento da família da vítima”, no caso o marido de Sakineh.

Em 29 de agosto, o escritório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário iraniano informou, em comunicado, que a sentença de morte de Sakineh estava encerrada. Mas ainda havia um ação pendente no Departamento de Direitos Humanos. Recentemente, houve informações de que a viúva foi condenada, em outra ação, a receber 99 chibatadas por ter tido uma fotografia, em que aparece sem o véu islâmico,  publicada no jornal inglês The Times.

 
Abertas inscrições para primeira missão empresarial do vestuário à China PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fiep   
Sex, 03 de Setembro de 2010 15:47

Contando com suporte do Centro Internacional de Negócios da Fiep, empresários do setor visitarão a Feira de Cantão e o polo têxtil de Shaoxing

 

Estão abertas até o dia 10 de outubro as inscrições para a missão que levará empresários do setor do vestuário à China. A comitiva visitará a Feira de Cantão – maior evento comercial promovido no país asiático – e também a cidade de Shaoxing, um dos principais polos têxteis chineses. A missão empresarial é organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em uma parceria entre o Centro Internacional de Negócios (CIN-PR) e o Conselho Setorial da Indústria do Vestuário.

 

A Feira de Cantão acontece duas vezes ao ano, desde 1957, na cidade de Guangzhou. O evento é sempre dividido em três fases, cada uma apresentando a produção chinesa em diferentes setores industriais. Em sua última edição, em abril, ocupou uma área de 1,3 milhão de metros quadrados, tendo recebido mais de 23 mil expositores e 203 mil visitantes. Foram fechados negócios que totalizaram US$ 34,3 milhões.

 

“A Feira de Cantão é a mais diversificada do mundo e qualquer empresário pode encontrar algo de seu setor por lá”, explica o consultor da Fiep para o mercado asiático, Elias Antunes, com a experiência de quem morou por 12 anos na Ásia e já foi mais de 80 vezes à China a trabalho. A missão para a indústria do vestuário organizada pela Fiep vai visitar a terceira fase da 108ª edição da feira, que acontece entre 31 de outubro e 4 de novembro e que terá o setor têxtil como um dos destaques.

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Funcionários do consulado devem chegar hoje a local onde brasileiros foram mortos no México PDF Imprimir E-mail
Escrito por Roberta Lopes Repórter da Agência Brasil   
Qui, 26 de Agosto de 2010 13:37

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Funcionários do Consulado Geral do Brasil no México devem chegar ainda hoje (26) ao estado mexicano de Tamaulipas, onde houve uma chacina na qual 72 pessoas morreram, entre elas quatro brasileiros.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que dois funcionários do consulado foram destacados para ir até a região. Um avião do governo mexicano vai levá-los ao local onde ocorreram as mortes. Autoridades de outros países que tinham cidadãos entre as vítimas também irão ao local.

O MRE recebeu ontem (25) um comunicado do governo mexicano informando que os brasileiros foram encontrados mortos em uma fazenda por militares mexicanos.

De acordo com informações da BBC Brasil, a secretaria de Segurança do Governo mexicano disse que além dos brasileiros haveriam vítimas de El Salvador, Honduras e Equador. Há possibilidade de que os brasileiros estivessem no México de forma ilegal.

Os corpos só foram descobertos depois que um sobrevivente equatoriano que havia sido ferido por disparos conseguiu escapar e pediu ajuda em um posto de controle em uma estrada. Ele disse que um grupo armado sequestrou os imigrantes e teriam tentado obrigá-los a se integrar ao grupo, como assassinos de aluguel. Os imigrantes teriam se recusado, razão pela qual teriam sido mortos.

Pelo relato, tropas da Marinha chegaram até a fazenda onde ocorreu o massacre. Houve um tiroteio entre os oficiais e o grupo armado, apontado pelas autoridades como membros do cartel de drogas Los Zetas.


Edição: Lílian Beraldo

 
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