Marina Silva, e seu vice, Guilherme Leal, estiveram na tarde desta terça-feira (27) reunidos com representantes da União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica) para apresentar suas propostas de governo.
Marcos Jank, presidente da Unica, relatou que a conversa se deu em torno de “um ponto muito importante para o setor”, o das mudanças climáticas. “Para nós, o tema é DNA”, afirmou. Segundo ele, o futuro da indústria sucroalcooleira no Brasil está “diretamente ligado ao que vai acontecer no mundo em termos de debate climático”.
A Unica representa 123 companhias do Estado de São Paulo que são responsáveis por mais de 50% do etanol e 60% do açúcar produzidos em território brasileiro.
Para Jank, o etanol e a bioeletricidade, proveniente do bagaço e da palha de cana, poderão crescer à medida que os países forem buscar energia de baixo carbono. “O debate hoje é este: energia de baixo carbono, tanto na parte de combustível como na de eletricidade”, disse.
Marina, por sua vez, destacou que o encontro serviu para identificar que é possível estabelecer uma agenda proativa para ajudar o setor em “seu grande objetivo que é ser uma contribuição para superar os impactos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, uma saída econômica, social e ambiental para o planeta”. “A Unica tem uma posição de vanguarda nessa direção”, ressaltou a presidenciável.
O setor representado pela Unica, afirmou Marina durante entrevista coletiva na sede da entidade, tem “perseguido corajosamente o caminho do compromisso com a sustentabilidade”.
Jank chamou a atenção para o fato de que “não é verdade” que sustentabilidade é apenas vinculada a questões ambientais, como sugere o senso comum. “Sustentabilidade é o equilíbrio muito difícil entre a eficiência econômica, responsabilidade ambiental e a equidade social. Nós temos aqui no Brasil todas as condições de combater nosso maior problema ambiental, que é o desmatamento, de forma racional e, ao mesmo tempo, nos constituirmos em uma economia de baixo carbono, que usa energia de baixo carbono”.
Ao ser indagado sobre a proximidade entre seus posicionamentos e os expressos pela candidata Marina Silva em sua plataforma eleitoral, o executivo da Unica afirmou que o setor que ele representa tem “um ponto comum muito grande com a candidatura, que é a defesa das questões ligadas ao clima”.
Isso, no entanto, não impediu que Jank apontasse as divergências com a senadora em relação ao debate sobre as mudanças no Código Florestal. “Temos uma agenda comum em alguns itens e outros precisam ser aprimorados. Nossa preocupação é com a preservação nas áreas cultivadas”, afirmou.
Por fim, o presidente da Unica destacou que é “absolutamente falsa” a ideia de que não seria possível o diálogo entre candidatura verde e o setor agrícola. “Existem imensas portas, e particularmente o nosso setor está muito aberto para continuar e aprimorar esse diálogo. Nosso futuro está ligado à questão ambiental”, declarou.
Durante a visita à sede da entidade sucroalcooleira, Marina e Guilherme estiveram acompanhados de Fábio Feldmann e Ricardo Young, respectivamente candidatos do PV ao governo de São Paulo e ao Senado pelo Estado, e dos candidatos a deputados federais, Luciano Zica e Ana Paula Junqueira.
(Fonte: http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/07/marina-e-usineiros-de-sao-paulo-abrem-dialogo/)
Ouça aqui a íntegra da coletiva realizada na União da Indústria da Cana de Açúcar









